Olá meus amigos, a lição de hoje é a lição de número 8, que será apresentada no próximo domingo, dia 22 de maio de 2016.
Israel no Plano da Redenção
Paulo discorreu a respeito da doutrina da salvação nos capítulos 1 a 8 da Epístola aos Romanos. Veremos nesta lição que nos capítulos 9,10 e 11, ele abre um parêntese para tratar a respeito da "sorte de Israel" no plano da salvação aprendemos com estes capítulos que Deus tem um plano especial para com Israel e que a rejeição deles é apenas temporária até se cumprir a plenitude dos gentios, quando todo Israel será salvo.
Texto áureo : " Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; Glória, pois, a ele eternamente, Amém! "
Verdade Prática : A eleição da graça é formada no presente por gentios e judeus nascidos de novo, bem como, no futuro, pela conversão da nação de Israel.
LEITURA DIÁRIA:
- Segunda- Rm 9.1-3 Paulo estava disposto a se sacrificar em favor da conversão dos judeus.
- Terça- Rm 9.4 Os Israelitas não mereciam a salvação, mas Deus os adotou como filhos.
- Quarta- Rm 9.6,7 Todos os que confiam no sacrifício de Cristo são descendentes de Abraão.
- Quinta- Rm 2.29 A verdadeira Circuncisão ocorre no interior, isto é, no coração e espírito.
- Sexta- Gl 3.7 Todos os que creem em Jesus Cristo são filhos de Abraão.
- Sábado- Gl 3.8 Todas as nações da terra seriam abençoadas por intermédio de Abraão.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 9.1-5; 10.1-8; 11.1-5
1
| Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): | ||||||||||||||||||||||||||
2
| Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. | ||||||||||||||||||||||||||
3
| Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; | ||||||||||||||||||||||||||
4
| Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; | ||||||||||||||||||||||||||
dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.
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1º TÓPICO:
A Eleição de Israel Dentro do Plano da Redenção (Rm 9.1-29)
- O anseio de Paulo e a incredulidade de Israel. O Apóstolo deixa explícito a elevada estima que possuía por seus compatriotas. Ele abre seu coração para expressar seus sentimentos em relação ao seu povo (Rm 9.1-5). Ele desejava que todos, assim como ele, entendessem o plano perfeito da salvação revelado em Jesus Cristo. Esse desejo de Paulo se intensifica quando ele lembra os crentes romanos de que aos judeus foi dada a adoção, a glória, os pactos, a Lei, o culto e as promessas. Paulo também os faz recordar que deles (dos judeus) também descendem os patriarcas e o próprio Cristo! Mas, apesar de todas essas bençãos, o entendimento do povo judeu continuava, e continua, endurecido.
- Os Eleitos e as Promessas de Deus. O argumento de Paulo em Romanos 9.6-13 revela que as promessas de Deus relativas à nação de Israel não falharam, mesmo que a maioria deles a tenha rejeitado. As promessas terão seu fiel cumprimento através dos judeus remanescentes, dos gentios que abraçaram a fé e do Israel que será restaurado no futuro. Essa porção das escrituras é uma das mais debatidas entre os teólogos. As posições se polarizam quando o debate é entre determinismo e livre-escolha. Todavia, Paulo não está se referindo a eleição individual , mas coletiva. O Exemplo dos irmãos Jacó e Esaú, dado para ilustrar o argumento do apóstolo, deixa isso evidente (Rm 10.10-13). A citação que Paulo faz de Jacó e Esaú, neste texto, é tirada do livro do profeta Malaquias 1.2-4. Basta uma olhada nessas passagens para ver que o profeta não estava se referindo às pessoas ou aos indivíduos "Jacó" e "Esaú", que nessa época já haviam morrido há muito tempo, mas a grupos ou povos. Isso é demonstrado em Malaquias 1.4, onde Esaú é identificado com Edom, um povo e não um indivíduo. Fica, portanto, evidente à luz deste contexto que a predestinação é corporativa, isto é, de um grupo, povo ou nação, e não de pessoas.
- Eleição, Justiça e Soberania de Deus. Nos versículos 14 a 29, do mesmo capítulo 9, Paulo responde as indagações sobre a Justiça de Deus e sua soberania. Deus não poderia ser acusado de ter sido injusto com Israel por eles se acharem no estado em que se encontravam. Paulo Toma faraó para exemplificar sua argumentação. O Apóstolo afirma que o endurecimento do coração de faraó ocorreu quando este resistiu (Êx 7.14,22;8.15,32;9.7). Da mesma forma, Israel foi endurecido porque não aceitou a justificação que lhe foi dada através de Jesus Cristo. O exemplo extraído da metáfora do vaso do oleiro serve para fundamentar mais ainda a argumentação em favor da justiça e da misericórdia de Deus. O argumento determinista que vê os "vasos da ira" e "vasos de misericórdia" como sendo uma referência aos salvos e condenados, cai diante da exposição do próprio texto. Deus suportou os vasos da ira, e eles se tornaram, por sis mesmos, objetos da ira de Deus; mas os vasos de misericórdia participarão da glória de Deus, através da fé, pela graça de Deus, e não como resultado das suas próprias obras.
SÍNTESE DO TÓPICO I:
"Deus em sua justiça e soberania escolheu a Israel para fazer parte do seu plano redentivo".
SUBSÍDIO TEOLÓGICO:
"A TRISTEZA DE PAULO (9.1-3)
Nestes versículos o apóstolo Paulo declara seu amor por sua gente, os judeus. Ele começa declarando: 'Em Cristo digo a verdade, não minto'. Visto que era conhecido como judeu zeloso, sua conversão a Cristo o torna Antipático para os judeus, que o viam como 'um traidor de sua gente'. Entretanto, Paulo garante que seus sentimentos são sinceros e que sua consciência tinha o testemunho do espírito santos (v.1). Esse texto mostra que sua consciência agia sob a orientação iluminada do Espírito Santo.
No versículo 2, Paulo ainda declara dizendo: ' Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração'. É uma expressão do profundo sentimento de amor e respeito pela sua gente, e não de traição. A despeito da hostilidade dos judeus contra a pregação do Evangelho e contra a sua pessoa, Paulo diz que, se fosse possível ele mesmo ser separado de cristo, para salvar 'seus parentes segundo a carne' ele o faria por amor a eles. Essa linguagem é bem típica de quem ama profundamente e é capaz de dar a sua vida para salvar outras.
Porque essa tristeza de Paulo para com seus irmãos de sangue? A resposta é simples e objetiva: o repúdio do povo judeu para com Jesus Cristo. Sua tristeza tem duas razões específicas: Primeira, Paulo declara que os judeus são seus parentes segundo a carne, mas não querem ser seus irmãos segundo o espírito. Segunda, pelo fato de que os judeus, possuindo privilégios especiais como nação, rejeitaram o 'privilégio maior' que é a "salvação em Cristo". (CABRAL,Elienai.Romanos: O Evangelho da justiça de Deus.5ed.Rio de Janeiro:CPAD,2005, p.104).
2º TÓPICO:
O Tropeço de Israel dentro do Plano da Redenção (Rm 9.30- 10.21)
- Tropeçaram em Cristo. Partindo do princípio de que a igreja de Roma era formada em sua maioria de gentios, a parte judaica teria dificuldade de entender porque os gentios haviam sido aceitos por Deus enquanto a maioria dos judeus não. Paulo argumenta que o tropeço de Israel se deve ao fato de não terem crido em Jesus, o Messias prometido (Rm 9.30-33). O que deveria ser solução para ele eles tornou-se em tropeço. Por outro lado, os gentios, ao creem na graça de Deus, foram justificados, visto que a sua justificação veio em decorrência da fé e não de seus méritos.
- Tropeçaram na Lei. Nesse ponto, o apóstolo realça algo que ele ja havia argumentado desde o capítulo 3. Os judeus, ao buscarem a sua justiça própria através da lei, acabaram por rejeitar a justiça de Deus que vem através de Jesus Cristo (Rm 10.1-4). Querer agradar a Deus, seguindo os preceitos da Lei era andar na direção errada, visto que Cristo é o fim da Lei (Rm 10.4).
- Tropeçaram na Palavra. O Evangelho de João já havia mostrado que Jesus veio para o que era seu, mas que os seus não o receberam (Jo 1.12). Aqui Paulo Mostrará que a rejeição de Israel aconteceu, não por falta de aviso, mas porque não quis ouvir aquilo que Deus havia planejado para ele. Endureceram seus corações e tropeçaram na Palavra (Rm 10.14-21). Por outro lado, os gentios responderam positivamente a essa mesma palavra e, por isso, foram aceitos.
SÍNTESE DO TÓPICO II:
"O tropeço de Israel não invalidou o plano de redenção de Deus para com o seu povo. "
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"A rejeição judaica da justiça pela fé em Deus abriu espaço para um número muito grande de gentios a serem enxertados na árvore enraizada na antiga aliança de Deus com Abraão. Esta não deveria ser objeto de orgulho gentio, mas de advertência. Nunca abandone o princípio de salvação pela graça através da fé" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo..ed.Rio de Janeiro:CPAD, 2012,p.747.)
3º TÓPICO:
A Restauração de Israel dentro do Plano da Redenção (Rm 11.1-32)
- Israel e o Remanescente. Os teólogos chamam a atenção para a importância que a doutrina de um "remanescente" possui dentro da cultura judaica (Rm 11.1-10). De fato, os profetas que se levantaram contra a apostasia e o formalismo religioso acreditavam que Deus tinha uma reserva formada por aqueles que eram fiéis (Am2.12; 5.3; Is 1.9; 6.9-13; Sf 3.12,13; Jr 23.3). Em Romanos 11.1-10, Paulo que se considerava um dos remanescentes, cita o exemplo de Elias. Para Paulo, da mesma forma que Elias se manteve fiel no meio de Israel apóstata, assim também havia um remanescente que se mantinha fiel através de Jesus Cristo.
- Israel e o enxerto gentílico. Israel não conseguia entender que o plano de Deus para a salvação incluía também os gentios (Is 9.6). Tropeçaram ao não aceitarem a justiça de Deus manifestada em Jesus Cristo. Foi Graças a esse tropeço, argumenta Paulo, que os gentios entraram como um enxerto no plano de salvação. Os gentios, portanto, não deviam assumir uma posição de orgulho, mas de temor. Eles não eram os ramos naturais, mas faziam parte da "oliveira brava" (Rm 11.11-24). Se Deus não havia poupado os ramos naturais, muito menos pouparia os ramos enxertados.
- Israel e a restauração futura (11.25-32) Embora Paulo se entristecesse com a situação espiritual de seus compatriotas judeus, a sua posição em relação a eles é de esperança e não de desespero (Rm11.25-32). Paulo estava convencido de que no futuro Israel será salvo. Para ele, isso terá seu cumprimento quando se completar a "plenitude dos gentios". A rejeição dos judeus trouxe a justificação ao mundo gentílico. Quando Deus cumprir seu propósito para com os gentios cumprirá também suas promessas de restauração para todo Israel.
SÍNTESE DO TÓPICO III:
"Deus não rejeitou Israel, e todos que creem na graça de Jesus Cristo serão restaurados.
SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
"Todo Israel será salvo (11.25-26)
Paulo lança seus olhos ao passado, para as promessas feitas a Israel por Isaías (59.20; cfJr 31). A conversão em massa de gentios a cristo não significa que Deus repudiara as palavras dos profetas do antigo testamento. Somente quando todos os gentios forem convertidos é que o foco da história voltará a se concentrar Em israel (11.29) "(RICHARDS, Lawrence O. GUIA DO LEITOR DA BIBLIA: Uma analise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo.)
Conclusão:
"Como vimos, os capítulos 9 a 11 de Romanos demonstram a soberania de Deus na história da redenção. Revela que o propósito de Deus concernente a eleição jamais poderá ser frustado. Diante disso, a atitude deve ser de temor, não de jactância.
A história de Israel, seu antigo povo, bem como a inclusão dos gentios no plano da salvação, mostra que Deus respeita as escolhas, mesmo que estas se revelem danosas para aqueles que as fez. Em todo caso, o arrependimento e a fé são os caminhos que darão acesso ao portão da graça de Deus."

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